O processo de averiguação de sinistros automóvel, etapa a etapa
Um guia prático para peritos averiguadores e gabinetes: o que é uma averiguação, quais são as etapas do processo e como evitar as falhas mais comuns.
O que é uma averiguação de sinistro
A averiguação é o trabalho de apurar as circunstâncias de um sinistro: como aconteceu o acidente, quem esteve envolvido e que elementos sustentam cada versão. A seguradora pede uma averiguação quando precisa de mais informação para decidir sobre a responsabilidade ou quando há dúvidas sobre o que foi participado.
Quem a faz é o perito averiguador, que pode trabalhar por conta própria ou num gabinete de averiguação contratado pela seguradora.
As etapas do processo de averiguação
1. Receção do pedido
A seguradora envia o pedido com os elementos que já tem: dados da apólice, participação do sinistro, declaração amigável quando existe e o que pretende ver esclarecido. Nesta fase define-se o responsável pelo processo e o prazo.
2. Planeamento e contactos
O averiguador identifica os intervenientes (segurados, condutores, terceiros, testemunhas) e marca os contactos e deslocações necessários.
3. Diligências no terreno
É o centro da averiguação. Normalmente inclui:
- a visita ao local do acidente, com registo das condições da via, sinalização e vestígios;
- as declarações dos condutores, ocupantes e testemunhas;
- a verificação da intervenção das autoridades e da existência de auto;
- a observação dos veículos e o registo fotográfico.
4. Informação intermédia ao gestor
Durante o processo, o gestor da seguradora precisa de saber em que ponto está a averiguação. Muitas vezes é pedida uma atualização num prazo definido, como o 7.º dia. Uma informação curta e a horas evita contactos repetidos e mostra que o processo avança.
5. Relatório de averiguação
O relatório reúne a identificação do processo, os intervenientes e veículos, as declarações recolhidas, os elementos do local, as fotografias e as conclusões. Deve ser claro, completo e fácil de consultar por quem decide.
6. Envio e arquivo
O relatório aprovado é enviado ao gestor e o processo fica arquivado, com as versões e os documentos guardados para consulta futura.
As falhas mais comuns
- Prazos controlados à mão. Com muitos processos abertos, um prazo esquecido custa a confiança da seguradora.
- Informação espalhada. Emails, papéis e fotografias em sítios diferentes tornam o relatório mais lento e sujeito a erros.
- Relatórios feitos do zero. Copiar dados de um lado para o outro ocupa horas que deviam ser de averiguação.
- Gestor sem visibilidade. Sem atualizações regulares, chegam pedidos de ponto de situação por telefone e email.
Como organizar melhor o processo
A regra é simples: um processo, um lugar. Tudo o que diz respeito ao sinistro (pedido, intervenientes, diligências, fotografias, comunicações e relatório) deve estar junto e com os prazos visíveis.
Foi para isto que criámos a Veredis, um software para peritos averiguadores. Acompanha as seis etapas descritas acima, prepara a atualização ao gestor e transforma os dados recolhidos no relatório final em PDF.